Na aula do dia 06/10, foi realizada a dinâmica de sintegração em que os temas, de textos lidos previamente pelos alunos, foram debatidos em 4 rodadas e em 4 salas diferentes. Pela minha experiência, isso permitiu que pudéssemos aprofundar variadas temáticas e aprender também com os colegas das salas suas perspectivas, acrescentando ao nosso repertório seus entendimentos acerca do conteúdo.
Na primeira rodada, tive a experiência de representar o papel de Crítica, fazendo uma síntese do que o grupo debateu e apresentando minha opinião sobre o tema. Muito foi discutido sobre a influência de uma doutrina do progresso na maneira como as marcas produzem lançamentos a cada ano, na promessa de uma nova tecnologia sempre, como por exemplo a Apple. Também abordamos a questão da imprevisibilidade do uso dessas inovações, pois apesar de muitas terem uma finalidade pensada por seus criadores, os usuários atribuem a esses novos mecanismos significados ou usos completamente diferentes além do previsto, necessitando uma constante atualização e adaptação desses fornecedores de novas tecnologias.
Já no segundo grupo, tendo meu papel como debatedora, falamos muito a respeito de uma arquitetura responsável e do correto uso do espaço, para além dos padrões já conhecidos comumente. Entendemos a importância de sempre pensarmos sim na finalidade de certo design ou construção, mas concordamos sobre a importância de sempre haver aberturas para que as pessoas possam se apropriar e interagir com o espaço de maneiras que não poderemos prever, justamente pelo fator da imprevisibilidade humana.
Novamente como membro do grupo debatedor, discutimos acerca dos obstáculos e da importância, novamente de se pensar o espaço e de criar aberturas para seu uso. Conversamos sobre nosso entendimento de que é fundamental entendermos o objetivo/ a finalidade de determinados projetos, mas concordamos que a arquitetura não é permanente e imutável: devemos sim repensar na forma de fazer arquitetura ao entender que os usos podem mudar com o decorrer do tempo e que podemos pensar em como tornar essas adaptações mais fáceis.
Por fim, já no papel de observadora, pude ver o debate acerca do limite entre objeto e não-objeto e, o que mais me marcou dessa discussão, foi o questionamento apontado por um dos estudantes sobre uma pintura abstrata: seria essa um não-objeto? Quais parâmetros utilizamos para separar essas categorias? Foi extremamente interessante verificar o desenrolar desse debate e entender como os pensamentos se complementam ou se distanciam e como as percepções do conteúdo se alteram de aluno para aluno.
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