A visita ao Inhotim de fato me surpreendeu, de maneira positiva, claro! Com seu paisagismo quase impecável e obras variadas, me encontrei maravilhada, apesar do cansaço de ter andado tanto e, também, apesar dos preços exorbitantes para alimentação...
A obra escolhida pelo meu grupo, para análise em profundidade, é de Lygia Pape e acima estão os desenhos feitos por mim de seu exterior e interior. Eu diria, com convicção, que sua arte foi um dos pontos altos dessa visita, por seu caráter hipnotizante e quase etéreo.
A obra de Pape traz, apesar de não haver interação direta com os fios dourados, uma interatividade sensorial que proporciona um mergulho na escuridão e na perda de referenciais: eu já não sabia mais definir os lados direito e esquerdo e, muito menos, o que estava acima ou abaixo de mim. Completamente imersa na obra, me peguei com vontade de permanecer sentada em várias posições da sala para explorar o excepcional trabalho de luz e sombra, que fazia com que tivéssemos a impressão de que certos fios apareciam ou desapareciam, conforme andávamos pelo espaço.
Importante ressaltar a construção que abriga essa arte inebriante: feita de concreto e no conceito mais brutalista, o prédio reforça a ideia de diagonais e traz uma quebra ao ambiente verde do Inhotim. Ele praticamente parece ter sido colocado lá, no meio da natureza, quase escondido e necessitamos, inclusive, de fazer uma pequena trilha para chegar até ele, mostrando que seu posicionamento não é nada óbvio.
Bom, estou feliz e grata pela recomendação de um dos membros do grupo, para fazermos essa avaliação. Não há obra no Inhotim, das que vi, que gostaria mais de analisar que esta!


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